Sem Esquecer de Piscar
 
Leia esta interessante reportagem exibida no Bom Dia Brasil em 04/04/07
 
Médicos fazem um alerta: quem fica muitas horas na frente do computador ou em ambientes de ar condicionado precisa de atenção com os olhos. A síndrome da visão do computador pode ser evitada com cuidados simples e com uma ginástica diferente.

Ficar muito tempo em frente ao computador pode ser problema. Especialistas advertem: existe uma doença – a síndrome da visão do computador – que pode ser evitada com cuidados simples e com uma ginástica diferente.
O problema estava na cara, mas Sandra só descobriu depois de ir ao médico – diagnóstico: síndrome da visão do computador. Os olhos ficam vermelhos, irritados e intolerantes a luz. Os sintomas são atribuídos aos seis anos de trabalho a frente de um computador.

“A princípio eu não percebia, porque o uso não era tão freqüente. A medida que eu passei a usar mais é que eu fui observando os sintomas”, conta a funcionária pública Sandra Batista.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 9% dos pacientes que procuram os médicos com sintomas semelhantes têm a síndrome. A causa: olhar tempo demais para o mesmo ponto. A pessoa pisca pouco, os olhos ficam sem lubrificação e acabam ressecados.

Uma das maneiras de evitar isso é deixar a tela do computador mais baixa que os olhos. “Com isso, diminuirá a área de exposição e diminui a evaporação da lágrima. Outra coisa importante é lembrar que é preciso piscar. Quem faz esse tipo de atividade pisca pouco. A gente pisca de 10 a 15 vezes por minuto. Quem faz essa atividade pisca quatro ou cinco vezes, o que piora o quadro”, explica o representante da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Flávio Rocha.
O alerta dos médicos chegou às empresas de Uberlândia que decidiram criar a hora do pisco. São intervalos durante as jornadas de trabalho para que os funcionários possam piscar os olhos.

Em uma empresa de telemarketing, os empregados param três vezes por dia para fazer ginástica com os olhos. “A gente orienta também que a cada uma hora, eles olhem para o horizonte. É como se a musculatura dos olhos tivesse um descanso”, comenta a fisioterapeuta Carolita Vasconcelos.

O supervisor fiscaliza se a orientação está sendo seguida. “Em termos de índice de faltas, a gente tem isso medido, a assiduidade melhorou em 34%”, afirma o coordenador de recursos humanos Vanderlei Gomes.
As recomendações médicas também mudaram a rotina nas empresas caseiras. Bordadeiras e costureiras criaram intervalos a cada duas horas. Elas fazem um lanche e descansam os olhos. “Nós temos os nossos limites. Então, a gente não pode brincar com o nosso organismo”, diz uma mulher.
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